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Projeto de Lei Obriga Planos de Saúde a Cobrir Tratamentos Psiquiátricos Fora do Rol da ANS

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Projeto de Lei Obriga Planos de Saúde a Cobrir Tratamentos Psiquiátricos Fora do Rol da ANS

A Câmara dos Deputados está a analisar o Projeto de Lei 5638/25, que visa obrigar os planos de saúde a cobrirem tratamentos e medicamentos para transtornos mentais graves e resistentes, mesmo que estes não constem no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A proposta tramita em caráter conclusivo.

Principais Pontos da Proposta

  • Autor: Deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).

  • Objetivo: Garantir a cobertura de terapias prescritas pelo médico assistente, desde que possuam comprovação científica, registo na Anvisa e inexistência de alternativa terapêutica eficaz no rol padrão.

  • Tratamentos Específicos: O texto cita explicitamente a cobertura de escetamina intranasal (Spravato) para depressão resistente, além de terapias combinadas com psicofármacos inovadores e acompanhamento multiprofissional.

  • Prazos e Penas: Em caso de recusa, a operadora deve justificar por escrito em até 72 horas. O descumprimento pode acarretar multa administrativa de até R$ 1 milhão, além do custeio integral e danos morais.

  • Justificativa: O autor argumenta que cerca de 3,5 milhões de brasileiros não respondem às terapias convencionais e que negar o tratamento mais moderno viola o direito à vida e à dignidade humana.


Análise Saúde AZ

Este projeto toca num dos pontos mais sensíveis da saúde suplementar no Brasil: a atualização tecnológica frente à sustentabilidade financeira dos planos.

1. O Fim do “Rol Taxativo” na Prática Embora a Lei 14.454/2022 já tenha estabelecido que o rol da ANS é exemplificativo (ou seja, uma referência mínima e não máxima), na prática, os pacientes ainda enfrentam negativas frequentes. Este projeto (PL 5638/25) reforça a segurança jurídica especificamente para a saúde mental, uma área historicamente negligenciada pelas operadoras.

2. A Revolução da Escetamina A menção direta à escetamina é relevante. Trata-se de uma das inovações mais importantes da psiquiatria recente para casos de depressão onde os antidepressivos comuns falham e há risco iminente de suicídio. Atualmente, o alto custo do tratamento é a principal barreira de acesso, e a sua inclusão obrigatória representaria um avanço clínico significativo, reduzindo potencialmente as taxas de internamento psiquiátrico.

3. Impacto Económico vs. Custo Social As operadoras de saúde certamente argumentarão que a medida elevará os custos e, consequentemente, as mensalidades (sinistralidade). Por outro lado, a análise de Saúde AZ indica que o tratamento eficaz da depressão resistente previne custos muito maiores a longo prazo para o sistema de saúde, como dias de trabalho perdidos, aposentadorias precoces e tratamentos de emergência decorrentes de tentativas de suicídio ou comorbidades não tratadas.

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Fonte: https://www.camara.leg.br/noticias/1244918-projeto-obriga-planos-de-saude-a-cobrir-tratamentos-psiquiatricos-fora-do-rol-da-ans/


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